Zona Azul Digital começa a operar em SP

Os motoristas que circulam pela Capital poderão utilizar aplicativos de celular para fazer o pagamento da Zona Azul e estacionar em uma das quase 40 mil vagas rotativas espalhadas pela cidade. A cobrança por meio eletrônico foi autorizada por meio de decreto publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (08).

Os aplicativos oferecerão comodidade aos condutores, evitando problemas no acesso ao cartão de papel e dificuldades para a renovação do período de estacionamento contratado, além de ajudar a coibir a falsificação e o comércio ilegal de cartões. O sistema implantado em São Paulo é inédito na América Latina.

Para utilizar a Zona Azul Digital, o motorista precisa baixar um dos três aplicativos aprovados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET): Estacionamento Eletrônico e Digipare, que são compatíveis com o sistema Android; ou o Vaga Inteligente, que atende aos usuários de Android e iOS. Nos aplicativos, é necessário realizar um cadastro com login (CPF/CNPJ), senha, dados cadastrais e placa do veículo. Um mesmo usuário poderá realizar o cadastro de várias placas.

Ao parar em uma vaga, o condutor precisa informar no sistema a placa do veículo estacionado e o tempo que deseja adquirir para permanecer no local. Caso o período vença, o motorista poderá renovar o crédito à distância –os aplicativos têm um alerta que pode ser programado pelo usuário para ser avisado quando o tempo solicitado estiver expirando.

O preço da Zona Azul permanece o mesmo, de R$ 5 por período, que pode ser de 30 minutos a quatro horas –o tempo varia de acordo com a localização. Também há a possibilidade de comprar um pacote de créditos com desconto: 10 cartões digitais custam R$ 45,00. O pagamento por aplicativos, por enquanto, só pode ser feito com cartão de crédito.

Para fiscalizar as vagas, serão utilizados equipamentos eletrônicos que possibilitam verificar o registro digital. O agente digita a placa do veículo e é informado se houve a ativação de crédito para aquela placa, inclusive por qual período.

“Eles terão acesso a um sistema onde será possível verificar a placa e se o motorista pagou para estar naquela vaga. Se não for constatado o pagamento, será lavrado o auto de infração. Se acontecer de o agente não ter contato com o sistema, ele poderá ligar para o 1188 e verificar se houve a compra de crédito para aquela placa de veículo. E caso seja lavrado o auto de infração mesmo com o motorista tendo feito todo o procedimento para compra do crédito, vamos expurgar automaticamente essa multa”, explicou o secretário de Transportes, Jilmar Tatto.

A Prefeitura planeja, para uma segunda etapa, a implantação da compra dos créditos digitais em pontos de venda, como bancas de jornal. Assim, o usuário não precisará de celular ou internet para utilizar o sistema digital. Deverá apenas informar ao estabelecimento comercial a placa do veículo e adquirir o crédito, sem ter que retornar à vaga.

O pagamento digital é mais prático e seguro, evitando o comércio de talões falsificados e cobranças irregulares acima da tabela, praticadas por flanelinhas. A CET estima que, somente em 2015, o município perdeu mais de R$ 58 milhões em arrecadação por conta das fraudes.

Mesmo com a criação do sistema digital, os talões de papel continuam valendo em toda a cidade.

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